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Portas e Janelas de Madeira

Portas e Janelas PRIMOS


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Sustentabilidade e Custos na Era Verde


Madeira preservada contribui para a sustentabilidade da construção civil

    Dentro de um sistema construtivo adequado, a madeira preservada poder ter usos diversos, que vão de painéis a estruturas de cobertura.
 
    Ao dar início a uma obra, é preciso considerar que a escolha dos materiais deve estar orientada para a preservação e recuperação do meio ambiente. Afinal, o conceito de sustentabilidade lançou um novo olhar para a forma como a construção civil impacta a natureza. Os projetos de reforma ou construção levam cada vez mais em conta o 'prazo de validade' de determinado empreendimento, bem como os custos e os recursos – inclusive naturais – que serão despendidos em sua manutenção e operação.

    Dentro desse contexto, a utilização de madeira na construção sofreu mudanças nos últimos anos, em função da escassez de espécies nativas utilizadas. Esse cenário contribuiu para a difusão do reflorestamento planejado e do uso de manejo sustentável, não só para garantir a matéria-prima para as obras, mas também a preservação das florestas nativas.

    Flávio Geraldo, gerente da área de Preservação da Madeira de uma empresa, explica que, dentro de um sistema construtivo adequado, a madeira preservada poder ter usos diversos, que vão de painéis e montantes a estruturas de cobertura, assoalhos, batentes, portas e janelas. Mas o que ocorre é a baixa utilização da madeira de reflorestamento como componente para edificações. “As razões para isso são a baixa aceitação de madeira pelo usuário, devido à tradição cultural que valoriza a alvenaria, elevação dos preços da madeira e a queda da competitividade do setor moveleiro”, afirma ele.

Alternativa Racional

    Boa parte da população, especialmente os profissionais responsáveis pela execução de obras, não conhece o potencial e os benefícios que o uso da madeira tratada na construção civil pode trazer ao meio ambiente. São aspectos que vão da redução dos impactos ambientais até a exploração florestal centrada em poucos tipos de madeira como o pinus e eucalipto, provenientes de florestas cultivadas.

    “O eucalipto carrega o estigma de baixa qualidade, que racha demasiadamente e que dificilmente pode ser usado como madeira serrada, e o pinus é visto como uma madeira de baixa rentabilidade, suscetível ao ataques de fungos e insetos”, lembra Flávio Geraldo. Por esta razão, a empresa está trazendo ao Brasil tecnologias que podem contribuir para a redução do consumo de madeira, com a utilização de tratamentos capazes de aumentar a vida útil do produto.

    “Apesar dos preconceitos, que limitam o uso da madeira no país, estamos tentando mudar esse quadro. No caso do eucalipto e do pinus, a adoção de produtos e processos de tratamentos adequados faz com que essas madeiras, mesmo quando expostas ao sol e à chuva, contem com uma durabilidade comparável a das melhores madeiras nativas tradicionalmente utilizadas”, conta o executivo.

    Importante ressaltar que a definição de produtos e processos adequados ao correto tratamento em função da condição de uso de cada peça dentro de um sistema construtivo já consta de um recente texto publicado que fará parte da futura NBR 7190 'Projetos de Estruturas de Madeiras' .

    O gerente da empresa afirma que o tratamento da madeira gera um material de qualidade, que atende aos requisitos técnicos de desempenho, inclusive para fins estruturais. “Madeira é material construtivo ecológico e o único 100% renovável, além de representar alternativa eficaz para o seqüestro e armazenamento ativo do carbono responsável pelo aquecimento do planeta”, declara.

Menor Consumo
 
    Ao contrário do que muitos pensam, a madeira é uma solução incomparável em termos de consumo energético e um depósito eficiente de carbono seqüestrado da atmosfera.

    Especialistas e representantes do setor florestal em todo o mundo enfatizam o alto grau de desempenho da madeira no consumo energético. A madeira possui a menor demanda energética, consumindo 21 vezes menos energia em relação à produção de cimento.

    Comparada à quantidade de energia empregada para a obtenção do plástico ou do aço, a economia pode chegar a 99%. É um material construtivo versátil e é capaz de agregar valor a produtos em diversos setores, sendo um dos mais promissores na construção civil.

Fonte: http://www.cinform.com.br/conteudo/?codigo=78200814173472080.



    Até a década de 50, a natureza era considerada somente como um pano de fundo em qualquer discussão que abordasse a atividade humana e suas relações com o meio. Acreditava-se que a natureza existia para ser compreendida, explorada e catalogada, desde que utilizada em benefício da humanidade. Por outro lado, o avanço da tecnologia no pós-guerra, dava sinais que não existiriam problemas que não pudessem ser resolvidos.

    Os movimentos sociais que tiveram início nos anos 70 representaram um marco na humanidade e em particular para a formação de uma consciência preservacionista embasada, naquele momento, nos princípios do equilíbrio cósmico e harmonia com a natureza. A palavra ecologia passa a ser um termo muito utilizado (SCHENINI et al, 2004).

    A década de 80 foi um período de grande desenvolvimento econômico e técnico. O bem estar material voltou a ser relevante, independentemente dos prejuízos à natureza que sua produção pudesse provocar.

    Somente no final dos anos 80, entretanto, no processo preparatório da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano, a RIO 92, foi aprofundada a questão do Desenvolvimento Sustentável, que se contrapunha à tese-chave que imperara até então de que é possível desenvolver sem destruir o meio ambiente.

    O documento resultante da RIO 92, a “Agenda 21”, resultou de um despertar sobre uma consciência ambiental, sobre a importância da conservação da natureza para o bem estar e sobrevivência das espécies, inclusive a humana. O documento propunha que a sociedade assumisse uma atitude ética entre a conservação ambiental e o desenvolvimento. Denunciava a forma perdulária com que até então eram tratados os recursos naturais e propunha uma sociedade justa e economicamente responsável, produtora e produto do desenvolvimento sustentável.

    Na indústria da construção civil, até então, não havia nenhuma preocupação quanto ao esgotamento dos recursos não renováveis utilizados ao longo de toda sua cadeia de produção e, muito menos, com os custos e prejuízos causados pelo desperdício de materiais e destino dados aos rejeitos produzidos nesta atividade. No Brasil, em particular, a falta de uma consciência ecológica na indústria da construção civil resultou em estragos ambientais irreparáveis, agravados pelo maciço processo de migração havido na segunda metade do século passado, quando a relação existente de pessoas no campo e nas cidades, de 75 para 25%, foi invertida, ocasionando uma enorme demanda por novas habitações.

    No conteúdo das discussões sobre a “Agenda 21”, nasceu um movimento denominado de “Construção Sustentável”, que visava o aumento das oportunidades ambientais para as gerações futuras e que consistia em uma estratégia ambiental com visão holística. Repensava toda a cadeia produtiva, iniciando pela extração de matérias primas. Levava em consideração os processos produtivos, com preocupações extensíveis à saúde dos trabalhadores envolvidos no processo e considerava os consumidores finais das edificações. Fundamentava-se na redução da poluição, na economia de energia e água, na minimização da liberação de materiais perigosos no ambiente, na diminuição da pressão de consumos sobre matérias-primas naturais, no aprimoramento das condições de segurança e saúde dos trabalhadores, e na qualidade e custo das construções para os usuários finais.

    Como destacado por CARNEIRO et al (2001), a construção civil é considerada uma das atividades que mais geram resíduos e alteram o meio ambiente, em todas as suas fases, desde a extração de matérias-primas, até o final da vida útil da edificação. JOHN (1996) salienta que os valores internacionais para o volume do entulho da construção e demolição oscilam entre 0,7 e 1,0 toneladas por habitante/ano.

    Essas alterações sobre o meio ambiente abarcam desde as etapas de construção de determinado empreendimento até os momentos de manutenção, reforma, ampliação, desocupação e demolição.

    Alguns dos grandes problemas ambientais decorrentes da geração de RCC são, como bem explicita DIJKEMA et al. (2000), a saturação de espaços disponíveis nas cidades para descarte desses materiais, uma vez que eles correspondem a mais de 50% dos resíduos sólidos urbanos em cidades de médio e grande porte no Brasil. No país, estima-se que é gerado anualmente algo em torno de 68,5 x 106 toneladas de entulho. Um outro fator a se destacar é a extração desnecessária de recursos naturais que poderiam ser evitados com a reutilização e/ou reciclagem do entulho gerado.

    Além disso, o entulho é responsável por altos custos sócio-econômicos e ambientais nas cidades em função das deposições irregulares. Por exemplo, na cidade de São Paulo, estes gastos são na ordem de R$ 45 milhões/ano para coleta-transporte-deposição destes resíduos (ANGULO et al., 2002).

    Por outro lado, o setor da construção civil é um grande consumidor de recursos naturais não-renováveis. Os agregados naturais estão entre os minerais mais consumidos no Brasil (380,6 x 106 t/ano) e no mundo (RANGEL et al., 1997; WHITAKER, 2001).

    Desta forma, a redução do volume de RCC e também a sua reciclagem são formas de aproximar o setor da sustentabilidade através da redução dos impactos negativos dos seus resíduos nas cidades e da geração de matéria-prima que pode ser substituída pela natural.

    Fonte: FRAGA, 2006 - Panorama da Geração de Resíduos da Construção Civil em Belo Horizonte: Medidas de Minimização com base no projeto e Planejamento de obras