Conceituação
Biodiversidade ou diversidade biológica (grego
bios, vida) é a diversidade da natureza viva. Desde 1986, o termo e
conceito têm adquirido largo uso entre biólogos, ambientalistas, líderes
políticos e cidadãos conscientizados no mundo todo. Este uso coincidiu
com o aumento da preocupação com a extinção, observado nas últimas
décadas do Século XX.
Refere-se à variedade de vida no planeta Terra,
incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a
variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos macroscópicos e de
microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos
organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e
ecossistemas formados pelos organismos. Não há
uma definição consensual de Biodiversidade. Uma definição é: "medida da
diversidade relativa entre organismos presentes em diferentes
ecossistemas". Esta definição inclui diversidade dentro da espécie,
entre espécies e diversidade comparativa entre ecossistemas.
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A Biodiversidade refere-se tanto ao número
(riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto à abundância
relativa (equitatividade) dessas categorias. E inclui variabilidade ao
nível local (alfa diversidade), complementariedade biológica entre
hábitats (beta diversidade) e variabilidade entre paisagens (gama
diversidade). Ela inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou
biológicos, e dos recursos genéticos, e seus componentes. A espécie humana depende da Biodiversidade para a
sua sobrevivência.
O termo diversidade biológica foi criado por
Thomas Lovejoy em 1980, ao passo que a palavra Biodiversidade foi usada
pela primeira vez pelo entomologista E. O. Wilson em 1986, num relatório
apresentado ao primeiro Fórum Americano sobre a diversidade biológica,
organizado pelo Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA (National
Research Council, NRC). A palavra "Biodiversidade" foi sugerida a Wilson
pelo pessoal do NRC a fim de substituir diversidade biológica, expressão
considerada menos eficaz em termos de comunicação. 
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Biodiversidade Outra definição, mais desafiante, é "totalidade
dos genes, espécies e ecossistemas de uma região". Esta definição
unifica os três níveis tradicionais de diversidade entre seres vivos:
diversidade genética - diversidade dos genes em uma espécie.
diversidade de espécies - diversidade entre espécies.
diversidade de ecossistemas - diversidade em um nível mais alto de
organização, incluindo todos os níveis de variação desde o genético.
A diversidade de espécies é a mais fácil de estudar,
mas há uma tendência da ciência oficial em reduzir toda a diversidade ao
estudo dos genes. Isto leva ao próximo tópico.
Abordagens da biodiversidade
Para os biólogos geneticistas, a Biodiversidade é a
diversidade de genes e organismos. Eles estudam processos como mutação,
troca de genes e a dinâmica do genoma, que ocorrem ao nível do DNA e
constituem, talvez, a evolução.
Para os biólogos zoólogos ou botânicos, a Biodiversidade não é só apenas
a diversidade de populações de organismos e espécies, mas também a forma
como estes organismos funcionam. Organismos surgem e desaparecem. Locais
são colonizados por organismos da mesma espécie ou de outra. Algumas
espécies desenvolvem organização social ou outras adaptações com
vantagem evolutiva. As estratégias de reprodução dos organismos dependem
do ambiente.
Para os ecólogos, a Biodiversidade é também a
diversidade de interações duradouras entre espécies. Isto se aplica
também ao biótopo, seu ambiente imediato, e à ecorregião em que os
organismos vivem. Em cada ecossistema os organismos são parte de um
todo, interagem uns com os outros mas também com o ar, a água e o solo
que os envolvem.
A cultura humana tem sido determinada pela
Biodiversidade, e ao mesmo tempo as comunidades humanas têm dado forma à
diversidade da natureza nos níveis genético, das espécies e ecológico.
É fonte primária de recursos para a vida diária,
fornecendo comida (colheitas, animais domésticos, recursos florestais e
peixes), fibras para roupas, madeira para construções, remédios e
energia. Esta "diversidade de colheitas" é também chamada
Agrobiodiversidade.
Os ecossistemas também nos fornecem "suportes de
produção" (fertilidade do solo, polinizadores, decompositores de
resíduos, etc.) e "serviços" como purificação do ar e da água, moderação
do clima, controle de inundações, secas e outros desastres ambientais.
Se os recursos naturais são de interesse econômico para
a comunidade, sua importância econômica é também crescente. Novos
produtos são desenvolvidos graças a biotecnologias, criando novos
mercados. Para a sociedade, a biodiversidade é também um campo de
trabalho e lucro. É necessário estabelecer um manejo sustentável destes
recursos.
Finalmente, o papel da Biodiversidade é "ser um espelho
das nossas relações com as outras espécies de seres vivos", uma visão
ética dos direitos, deveres, e educação.
Pontos críticos da Biodiversidade
Um ponto crítico (hot spot) de Biodiversidade é um
local com muitas espécies endêmicas. Ocorrem geralmente em áreas de
impacto humano crescente. A maioria deles está localizada nos trópicos
Alguns deles:
O Brasil tem 1/5 da Biodiversidade mundial, com
50 000 espécies de plantas, 5 000 de vertebrados, 10-15 milhões de
insetos, milhões de microrganismos.
A Índia apresenta 8% das espécies descritas, com 47 000
espécies de plantas e 81 000 de animais.
Biodiversidade: tempo e espaço
A Biodiversidade não é estática. É um sistema em
constante evolução tanto do ponto de vista das espécies como também de
um só organismo. A meia-vida média de uma espécie é de um milhão de anos
e 99% das espécies que já viveram na Terra estão hoje extintas.
A Biodiversidade não é distribuída igualmente na
Terra. Ela é, sem dúvida, maior nos trópicos. Quanto maior a latitude,
menor é o número de espécies, contudo, as populações tendem a ter
maiores áreas de ocorrência. Este efeito que envolve disponibilidade
energética, mudanças climáticas em regiões de alta latitude é conhecido
como efeito Rapoport.
Existem regiões do globo onde há mais espécies
que outras. A riqueza de espécies tendem a variar de acordo com a
disponibilidade energética, hídrica (clima, altitude) e também pelas
suas histórias evolutivas.
O valor econômico da Biodiversidade
Ecólogos e ambientalistas são os primeiros a
insistir no aspecto econômico da proteção da diversidade biológica.
Deste modo, Edward O. Wilson escreveu em 1992 que a Biodiversidade é uma
das maiores riquezas do planeta, e, entretanto, é a menos reconhecida
como tal (la biodiversité est l'une des plus grandes richesses de la
planète, et pourtant la moins reconnue comme telle).
A maioria das pessoas vêem a biodiversidade como
um reservatório de recursos que devem ser utilizados para a produção de
produtos alimentícios, farmacêuticos e cosméticos. Este conceito do
gerenciamento de recursos biológicos provavelmente explica a maior parte
do medo de se perderem estes recursos devido à redução da
Biodiversidade. Entretanto, isso é também a origem de novos conflitos
envolvendo a negociação da divisão e apropriação dos recursos naturais.
Uma estimativa do valor da Biodiversidade é uma
pré-condição necessária para qualquer discussão sobre a distribuição da
riqueza da Biodiversidade. Estes valores podem ser divididos entre:
valor intrínseco – todas as espécies são
importantes intrinsecamente, por uma questão de ética.
valor funcional – cada espécie tem um papel
funcional no ecossistema. Por exemplo, predadores regulam a população de
presas, plantas fotossintetizantes participam do balanço de gás
carbônico na atmosfera, etc.
valor de uso direto – muitas espécies são utilizadas diretamente pela
sociedade humana, como alimentos ou como matérias primas para produção
de bens.
valor de uso indireto – outras espécies são
indiretamente utilizadas pela sociedade. Por exemplo criar abelhas em
laranjais favorece a polinização das flores de laranja, resultando numa
melhor produção de frutos.
valor potencial – muitas espécies podem
futuramente ter um uso direto, como por exemplo espécies de plantas que
possuem princípios ativos a partir dos quais podem ser desenvolvidos
medicamentos.
Em um trabalho publicado na Nature em 1997,
Constanza e colaboradores estimaram o valor dos serviços ecológicos
prestados pela natureza. A ideia geral do trabalho era contabilizar
quanto custaria por ano para uma pessoa ou mais, por exemplo, polinizar
as plantas ou quanto custaria para construir um aparato que serviria
como mata ciliar no antiaçoriamento dos rios. O trabalho envolveu vários
"serviços" ecológicos e chegou a uma cifra média de US$
33.000.000.000.000,00 (trinta e três trilhões de dólares) por ano, duas
vezes o produto interno bruto mundial.
Como medir a Biodiversidade?
Do ponto de vista previamente definido, nenhuma
medida objetiva isolada de Biodiversidade é possível, apenas medidas
relacionadas com propósitos particulares ou aplicações.
Para os conservacionistas práticos, essa medida
deveria quantificar um valor que é, ao mesmo tempo, altamente
compartilhado entre as pessoas localmente afetadas.
Para outros, uma definição mais abrangente
e mais defensível economicamente, é aquela cujas medidas deveriam
permitir a assegurar possibilidades continuadas tanto para a adaptação
quanto para o uso futuro pelas pessoas, assegurando uma sustentabilidade
ambiental. Como conseqüência, os biólogos argumentaram que essa medida é
possivelmente associada à variedade de genes. Uma vez que não se pode
dizer sempre quais genes são mais prováveis de serem mais benéficos, a
melhor escolha para a conservação é assegurar a persistência do maior
número possível de genes.
Para os ecólogos, essa abordagem às vezes é
considerada inadequada e muito restrita.
Inventário de espécies
A Sistemática mede a Biodiversidade simplesmente
pela distinção entre espécies. Pelo menos 1,75 milhões de espécies foram
descritas; entretanto, a estimativa do verdadeiro número de espécies
existentes varia de 3,6 para mais de 100 milhões. Diz-se que o
conhecimento das espécies e das famílias tornou-se insuficiente e deve
ser suplementado por uma maior compreensão das funções, interações e
comunidades. Além disso, as trocas de genes que ocorrem entre as
espécies tendem a adicionar complexidade ao inventário.
A Biodiversidade está ameaçada?
Durante as últimas décadas, uma erosão da
Biodiversidade foi observada. A maioria dos Biólogos acredita que uma
extinção em massa está a caminho. Apesar de divididos a respeito dos
números, muitos cientistas acreditam que a taxa de perda de espécies é
maior agora do que em qualquer outra época da história da Terra.
Alguns estudos mostram que cerca de 12,5% das
espécies de plantas conhecidas estão sob ameaça de extinção. Todo ano,
entre 17.000 e 100.000 espécies são varridas de nosso planeta. Alguns
dizem que cerca de 20% de todas as espécies viventes poderiam
desaparecer em 30 anos. Quase todos dizem que as perdas são devido às
atividades humanas, em particular a destruição dos hábitats de plantas e
animais.
Alguns justificam a situação não tanto pelo
sobreuso das espécies ou pela degradação do ecossistema quanto pela
conversão deles em ecossistemas muito padronizados. (ex.: monocultura
seguida de desmatamento). Antes de 1992, outros mostraram que nenhum
direito de propriedade ou nenhuma regulamentação de acesso aos recursos
necessariamente leva à sua diminuição (os custos de degradação têm que
ser apoiados pela comunidade).
Entre os dissidentes, alguns argumentam que não
há dados suficientes para apoiar a visão de extinção em massa, e dizem
que extrapolações abusivas são responsáveis pela destruição global de
florestas tropicais, recifes de corais, mangues e outros hábitats ricos.
A domesticação de animais e plantas em larga
escala é um fator histórico de degradação da biodiversidade, gerando a
seleção artificial de espécies, onde alguns seres vivos são selecionados
e protegidos pelo homem em detrimento de outros.
Manuseio da Biodiversidade: conservação, preservação e proteção
A conservação da diversidade biológica tornou-se
uma preocupação global. Apesar de não haver consenso quanto ao tamanho e
ao significado da extinção atual, muitos consideram a Biodiversidade
essencial.
Há basicamente dois tipos principais de opções de
conservação, conservação in-situ e conservação ex-situ. A in-situ é
geralmente vista como uma estratégia de conservação elementar.
Entretanto, sua implementação é às vezes impossível. Por exemplo, a
destruição de hábitats de espécies raras ou ameaçadas de extinção às
vezes requer um esforço de conservação ex-situ. Além disso, a
conservação ex-situ pode dar uma solução reserva para projetos de
conservação in-situ. Alguns acham que ambos os tipos de conservação são
necessários para assegurar uma preservação apropriada. Um exemplo de um
esforço de conservação in-situ é a construção de áreas de proteção. Um
exemplo de um esforço de conservação ex-situ, ao contrário, seria a
plantação de germoplasma em bancos de sementes. Tais esforços permitem a
preservação de grandes populações de plantas com o mínimo de erosão
genética.
A ameaça da diversidade biológica estava entre os
tópicos mais importantes discutidos na Conferência Mundial da ONU para o
Desenvolvimento Sustentável, na esperança de ver a fundação da Global
Conservation Trust para ajudar a manter as coleções de plantas.
Veja também: conservação, banco de sementes, IUCN, Global 200.
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Status jurídico da Biodiversidade
A Biodiversidade deve ser avaliada e sua
evolução, analisada (através de observações, inventários, conservação...)
que devem ser levadas em consideração nas decisões políticas. Está
começando a receber uma direção jurídica.
A relação "Leis e ecossistema" é muito antiga e
tem conseqüências na Biodiversidade. Está relacionada aos direitos de
propriedade pública e privada. Pode definir a proteção de ecossistemas
ameaçados, mas também alguns direitos e deveres (por examplo, direitos de
pesca, direitos de caça).
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 "Leis e espécies" é um tópico mais recente.
Define espécies que devem ser protegidas por causa da ameaça de extinção.
Algumas pessoas questionam a aplicação dessas leis. "Lei e genes" tem apenas um século. Enquanto a abordagem genética não é
nova (domesticação, métodos tradicionais de seleção de plantas), o
progresso realizado no campo da genética nos últimos 20 anos leva à
obrigação de leis mais rígidas. Com as novas tecnologias da genética e da
engenharia genética, as pessoas estão pensando sobre o patenteamento de
genes, processos de patenteamento, e um conceito totalmente novo sobre o
recurso genético. Um debate muito caloroso, hoje em dia, procura definir
se o recurso é o gene, o organismo, o DNA ou os processos. |
Biodiversidade A convenção
de 1972 da UNESCO estabeleceu que os recursos biológicos, tais como
plantas, eram uma herança comum da humanidade. Essas regras provavelmente
inspiraram a criação de grandes bancos públicos de recursos genéticos,
localizados fora dos países-recursos.
Novos acordos globais (Convenção sobre Diversidade Biológica), dá agora
direito nacional soberano sobre os recursos biológicos (não propriedade).
A idéia de conservação estática da Biodiversidade está desaparecendo e
sendo substituída pela idéia de uma conservação dinâmica, através da noção
de recurso e inovação.
Os novos acordos estabelecem que os países devem
conservar a Biodiversidade, desenvolver recursos para sustentabilidade e
partilhar os benefícios resultante de seu uso. Sob essas novas regras, é
esperado que o Bioprospecto ou coleção de produtos naturais tem que ser
permitido pelo país rico em Biodiversidade, em troca da divisão dos
benefícios.
Princípios soberanos podem depender do que é
melhor conhecido como Access and Benefit Sharing Agreements (ABAs). O
espírito da Convenção sobre Biodiversidade implica num consenso informado
prévio entre o país fonte e o coletor, a fim de estabelecer qual recurso
será usado e para quê, e para decidir um acordo amigável sobre a divisão
de benefícios. O Bioprospecto pode vir a se tornar um tipo de Biopirataria
quando esses princípios não são respeitados.
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Biodiversidade - WWF
O que é biodiversidade?
O termo biodiversidade - ou diversidade biológica
- descreve a riqueza e a variedade do mundo natural. As plantas, os
animais e os microrganismos fornecem alimentos, remédios e boa parte da
matéria-prima industrial consumida pelo ser humano.
Para entender o que é a biodiversidade, devemos considerar o termo em
dois níveis diferentes: todas as formas de vida, assim como os genes
contidos em cada indivíduo, e as inter-relações, ou ecossistemas, na
qual a existência de uma espécie afeta diretamente muitas outras.
A diversidade biológica está presente em todo
lugar: no meio dos desertos, nas tundras congeladas ou nas fontes de
água sulfurosas. A diversidade genética possibilitou a adaptação da vida
nos mais diversos pontos do planeta. As plantas, por exemplo, estão na
base dos ecossistemas. Como elas florescem com mais intensidade nas
áreas úmidas e quentes, a maior diversidade é detectada nos trópicos,
como é o caso da Amazônia e sua excepcional vegetação.
Quantas espécies existem no mundo?
Não se sabe quantas espécies vegetais e animais
existem no mundo. As estimativas variam entre 10 e 50 milhões, mas até
agora os cientistas classificaram e deram nome a somente 1,5 milhão de
espécies. Entre os especialistas, o Brasil é considerado o país da "megadiversidade":
aproximadamente 20% das espécies conhecidas no mundo estão aqui. É
bastante divulgado, por exemplo, o potencial terapêutico das plantas da
Amazônia.
O que é a Convenção da Biodiversidade?
A Convenção da Diversidade Biológica é o primeiro
instrumento legal para assegurar a conservação e o uso sustentável dos
recursos naturais. Mais de 160 países assinaram o acordo, que entrou em
vigor em dezembro de 1993. O pontapé inicial para a criação da Convenção
ocorreu em junho de 1992, quando o Brasil organizou e sediou uma
Conferência das Nações Unidas, a Rio-92, para conciliar os esforços
mundiais de proteção do meio ambiente com o desenvolvimento
socioeconômico.
Contudo, ainda não está claro como a Convenção
sobre a Diversidade deverá ser implementada. A destruição de florestas,
por exemplo, cresce em níveis alarmantes. Os países que assinaram o
acordo não mostram disposição política para adotar o programa de
trabalho estabelecido pela Convenção, cuja meta é assegurar o uso
adequado e proteção dos recursos naturais existentes nas florestas, na
zona costeira e nos rios e lagos.
O WWF-Brasil e sua rede internacional acompanham
os desdobramentos dessa Convenção desde sua origem. Além de participar
das negociações da Conferência, a organização desenvolve ações paralelas
como debates, publicações ou exposições. Em 2006, a reunião ocorreu em
Curitiba, PR.
Quais as principais ameaças à biodiversidade?
A poluição, o uso excessivo dos recursos
naturais, a expansão da fronteira agrícola em detrimento dos habitats
naturais, a expansão urbana e industrial, tudo isso está levando muitas
espécies vegetais e animais à extinção. A cada ano, aproximadamente 17
milhões de hectares de floresta tropical são desmatados. As estimativas
sugerem que, se isso continuar, entre 5% e 10% das espécies que habitam
as florestas tropicais poderão estar extintas dentro dos próximos 30
anos.
A sociedade moderna - particularmente os países
ricos - desperdiça grande quantidade de recursos naturais. A elevada
produção e uso de papel, por exemplo, é uma ameaça constante às
florestas. A exploração excessiva de algumas espécies também pode causar
a sua completa extinção. Por causa do uso medicinal de chifres de
rinocerontes em Sumatra e em Java, por exemplo, o animal foi caçado até
o limiar da extinção. A poluição é outra grave ameaça à biodiversidade
do planeta. Na Suécia, a poluição e a acidez das águas impede a
sobrevivência de peixes e plantas em quatro mil lagos do país.
A introdução de espécies animais e vegetais em
diferentes ecossistemas também pode ser prejudicial, pois acaba
colocando em risco a biodiversidade de toda uma área, região ou país. Um
caso bem conhecido é o da importação do sapo cururu pelo governo da
Austrália, com objetivo de controlar uma peste nas plantações de
cana-de-açúcar no nordeste do país. O animal revelou-se um predador
voraz dos répteis e anfíbios da região, tornando-se um problema a mais
para os produtores, e não uma solução.
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Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Biodiversidade, http://www.wwf.org.br/informacoes/questoes_ambientais/biodiversidade/index.cfm,
http://avancostecnologicos.wordpress.com/2007/09/28/biodivercidade/,
http://www.brazadv.com/images/biodiversity.jpg.
Mais em
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/aquecimento_global/contexto.html.
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